Por: Vinícius Ferraz de A. Simões
vinniferraz2007@hotmail.com
Nesta semana muito se falou em ‘consciência negra’, tempo de convite à reflexão quanto à inserção do cidadão negro em uma sociedade onde os padrões de beleza e cultos tem se voltado para o que há de mais anacrônico possível, sem contar nas profundas venerações às imoralidades, consolidando assim o pensamento racista e barbarizado quando falamos de sociedade como um todo, um aglomerado de pessoas regidas por leis.
Geralmente, meus textos emanam daquilo que trai a minha própria consciência, imoralidades e a quebra do decoro humano, são os meus temas preferidos, mas essa semana não pude me furtar desse dever como cidadão e morador de um dos estados com maior número de afro-descendentes do país de solidarizar-me e mostrar minha repulsa contra algumas atitudes políticas que menoscabam a nossa ética, bem como nos entristece a cada dia que se passa e comprovamos a ineficiência dos semelhantes que nos comandam.
Bem, depois de uma explicação como essa para a contextualização e um melhor entendimento do meu leitor darei prosseguimento ao meu texto colocando a seguinte pergunta: “quanto vale (forma pecuniária) a cultura?” Compartilharei contigo a minha opinião: para mim não tem preço, deve ser valorizada de forma inequívoca, sabe por que? Porque cultura é lucidez para o povo, educação, ampliação da visão de mundo. Enfim só nos traz benefícios, sem contar o entretenimento que será passado a esse jovem, adulto ou até idosos, inseridos em um provável projeto.
A pergunta foi feita justamente pela desvalorização que tem passado a nossa cultura ultimamente, ontem (23/11), ouvia um dos idealizadores do projeto Casa do Hip-Hop em Itapetinga e um dado dito por ele me assustou e comoveu imensamente. Para a efetivação, realização e a manutenção desse projeto bastam apenas uma ajuda mensal de R$ 800,00 (OITOCENTOS REAIS). É isso mesmo, meus nobres leitores, apenas esse valor para os incomparáveis benefícios que trará, mas pela falta de ajuda mensal o projeto acabou se desfalecendo.
O projeto Casa do Hip-Hop para aqueles que não conheciam, utilizava da cultura, incentivo e acompanhamento aos jovens para libertá-los, bem como, dar-lhes entretenimento. E sabe por que todo esse acompanhamento findou-se? Falta de apoio pecuniário. Vejam, leitores, a calamidade e a evidência cabal de uma necessidade irrestrita dos políticos utilizarem as suas prerrogativas para vendar uma sociedade inteira, deixar que as últimas almas remanescentes ávidas de saber ou de cultura fiquem sem apoio e se afoguem na desilusão do abandono.
Mais uma vez, percebam a imoralidade desse ato, a desumanidade, bem como a quebra de qualquer preceito ético, uma alimentação exacerbada de uma corrupção que apunhala o nosso peito e dar um tiro sanguinário em nosso próximo por não ter condição de subsidiar um projeto de imensa valia para a sociedade, estão valorizando o imoral em detrimento do que é moral, humano e amável por todos que possuem o mínimo de sanidade possível.
Por mais consuetudinário possível, não podemos de maneira alguma, colaborar e condescender com essa corrupção maldita que deteriora o patrimônio e o direito humano, portanto, valer-me-ei do acesso aos blogs e sites para divulgar o meu repúdio e tornar público mais essa falta de apoio a um bom projeto cultural. Vamos ao embate, humanos, pois a sociedade já nos cobra o que foi deixado a mercê de homens tão demagogos e levianos, pois estes escondem e afogam suas ambições malignas na lacuna social, onde o espaço posto entre a sociedade utópica (discurso político) e a situação calamitosa (realidade) é um fosso e essa realidade está completamente sopitada, como um vulcão adormecido, esperando a sua hora para entrar em erupção.
Não subestime a inteligência e o poder de levante desse povo, eles só precisam de uma única oportunidade para expulsar esse sistema e extinguir essa corrupção maligna, bem como, os corruptos lapidados que ainda não foram descobertos.

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