Por: Vinícius Ferraz de A. Simões
vinniferraz2007@hotmail.com
Há anos a população brasileira já não suporta mais a burocracia que se instalou nesse País. O Estado se avolumou diante de questões irrisória, onde uma licença ambiental pode custar a perda de uma das maiores empresas desta Nação, sem contar a grande sustentação e importância para o nosso município e a região do Sudoeste da Bahia, ao tocar no aspecto da estabilidade financeira e movimentação comercial.
Mais uma vez levantaremos como uma das causas precípuas a leniência das esferas Municipal e Estadual, pois são eles os responsáveis por desburocratizarem, através dos seus refutáveis prestígios, com os políticos, uma vez que a perda dessa indústria afligirá 1.800 colaboradores nas cidades de Potiraguá, Itarantim, Maiquinique, Ibicuí, Iguaí e Itati, oferecendo a eles a remoção para as demais filiais, distanciando assim pais e mães de família dos seus filhos e lares já que terão que se deslocar dos seus municípios, ou melhor, das suas residências.
Entre as razões que a empresa apresentou para o fechamento e conseqüente remoção dos seus trabalhadores para as demais filiais e matriz, estão: baixo volume de produção, elevados custos logísticos e a concorrência de calçados importados. Inclusive, para o espanto de todos, esse último argumento já fora discutido em audiência pública na Câmara de Vereadores de Itapetinga, onde políticos que buscavam apadrinhar e tirar proveito da crise pousaram nesta cidade. Mas temos a nítida impressão que a ausência e a falta de comprometimento destes, por esta terra é algo irrefutável, já como prova cabal disso, percebe-se depois deste tempo que as medidas tomadas foram totalmente paliativas, pois se fossem de firmes e duradouras teríamos a melhoria progressiva e não mais a volta deste tormento e principal causador da tristeza popular.
Por isso, a imprensa ao fazer ecoar o “choro” dos trabalhadores e expor os anseios, a fim de ultrapassar os limites territoriais e superar as barreiras burocráticas não está fazendo uma “tempestade em copo d’água”, está buscando viabilizar um papel que deveria ser do prefeito e do governador. Para ser mais direto, não há maior demonstração de incompetência e inabilidade na gestão pública do que perder ou permitir que a crise atinja uma empresa de suma importância para o município de Itapetinga e circunvizinhança, pois essa empresa tem sido a base para que as ‘colônias’ jamais vivam na submissão às metrópoles.
Bom seria, se este som se reproduzisse em qualquer instância, nós precisamos e buscaremos sempre o melhor para a nossa região, pensando no trabalhador, que em tempos de crise é o principal atingido. Conte comigo para ecoar por meio de textos e representações midiáticas, já que a imprensa desenvolve um papel de apoio e estende o braço ao trabalhador nessas horas de retirada do trabalho e conseqüente perda da dignidade humana!

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