sexta-feira, 4 de novembro de 2011

EDUCAÇÃO, UM DIREITO DE TODOS. RESTRITO A POUCOS.

Por: Vinícius Ferraz de A. Simões
            vinniferraz2007@hotmail.com
            Prescreve o Art. 6º da Constituição Federal de 1988: “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e a infância, a assistência aos desamparados na forma desta Constituição.” (Grifo nosso)
            Este Art. da Constituição Federal é fantástico, assim como outros que dela provém, mas de uma ingenuidade sem tamanho. Ingenuidade, por não tipificar a qualidade do serviço prestado à população. Mas que, diga-se de passagem, deveria ser ao menos humano. A qualidade é restrita apenas aos que podem financiar o seu próprio bem-estar, ora, mas nós não pagamos impostos? Claro. Mas eles não são destinados para onde deveriam, logo, temos um déficit na distribuição e no melhoramento desses setores que exercem um papel vital no desenrolar de qualquer governo. Educação é o único meio de mudar e consolidar-nos como um país sem miséria, um país de ascensão social.
            Mergulhados (quase afogados) estamos, só de pensar no desastre e na calamidade da educação, atualmente, fato este comprovado, com os reiterados acontecimentos do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), com o reles desempenho de Vitória da Conquista apresentado pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), colocando a cidade como a pior educação básica do BRASIL, sem falar a verdadeira face escolar, onde os professores comungam uma falta de vontade de ensinar pela situação com que os jovens se colocam para aprender o conteúdo, isso é de uma complexidade tremenda, mas os seres “intocáveis” e direcionadores dos nossos rumos não entendem que isso tudo precisa ser mudado, ou melhor, tem feito vistas grossas, pois essa é a verdadeira situação educacional, sem educação, tem-se marionetes, com marionetes mais poderes e uma supremacia nos moldes ditatoriais, esse é o pensamento de alguns políticos!
            Tão pútrido está o sistema que ele chega a trair a própria consciência dos educadores, alguns deles chegam a desacreditar no real potencial da educação, assim como, preferem jogar a toalha. Essa é uma atitude que transverbera um passado torpe que só de lembrar traz náuseas a milhares de cidadãos que viveram e sofreram repressões, tendo seus direitos políticos e de cidadania vilipendiados, pior disso é o esquecimento por parte do Estado, que deixou de zelar pelo bem-estar do seu povo. A situação é ainda mais assombrosa e só não percebe isso quem põem uma venda nos olhos, mas não cega os olhos, cega a ética, cega o amor ao próximo e fere o direito do próximo, logo, torna-se uma desumanidade irremediável.
            Com todo esse cenário desolador apresentado e até mesmo o direito celebrado na Constituição Federal de 1988 sendo ferido a cada momento e corroborado com o passar dos anos, não nos desestimularemos, pois o amanhã depende apenas de nós. Portanto peço a todos os meus leitores que reformem os seus conceitos, reflitam quanto as suas atitudes como cidadão e também como ser humano. Só assim teremos a educação como um direito de TODOS, pois educação é amor, mudança. Logo, precisa de atenção. Da sua atenção!

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