Por: Vinícius Ferraz de
A. Simões
vinniferraz2007@hotmail.com
Assim
que tomei conhecimento do tema principal abordado pela Campanha da Fraternidade
esse ano, não me hesitei na escolha do tema a ser abordado pela coluna nesta
semana.
Pois
bem, falar de saúde, é tratar de carinho e amor com as pessoas, é almejar a
igualdade em função da existência de uma vida, é dividir a dor do outro e
pensar que o sofrimento é tão próximo, e, por isso, não devemos tratar com
irrelevância, por mais, é falar de doar vidas e pensar no dia de amanhã
cuidando da sua. Enfim, são tantos dizeres para mostrar a necessidade de um
sistema que atenda - ao menos – os direitos básicos, para o bem da população e
uma sensação de seguridade.
Com
essa explanação do sentimento de seguridade reinando nos mais profundos núcleos
da sociedade, surge uma insurgência (e essa inevitável) por parte da CNBB
contra o corte anunciado pelo governo. O corte gira em torno dos R$ 5 BILHÕES,
o que há de mais constrangedor nesse corte? “Apenas” um sentimento de descaso,
mas este não é novidade, a sociedade já se acostumou com medidas sórdidas. O
espantoso fica por parte do corte ser anunciado em ano eleitoral. Há uma
necessidade notória de vencer as barreiras do conformismo e eleger Haddad em SP
e nas cidades de maior população outros prefeitos que garantirão – como animais
encabrestados – a eleição ou re-eleição do PT em 2014, tanto a nível nacional
como em outros Estados.
Passando
para uma análise social percebemos que a dissonância entre uma pessoa que é
atendida por planos de saúde ou particular e a que recebe esse mesmo
atendimento pelo SUS é simplesmente o trato. Não por parte dos médicos, pois
estes possuem um claro sentimento de humanidade e compartilha da dor do
paciente, que em momentos como esses aceitam qualquer coisa para aliviar a
aflição do ser humano e é o profissional da saúde o responsável por tratá-lo,
todavia como tratar um paciente em um hospital público? Qual o remédio aplicar,
se não há o medicamento? O sentimento humanitário, neste momento, dá lugar à
impotência, e, impossibilitado, o médico nada pode fazer para aliviar a sua
aflição, nobre paciente, volte para a sua casa.
Por
falar nisso... Voltar para casa – e com dor - não se repete, talvez, com os
pacientes portadores de um plano de saúde. Em clínicas particulares a situação
disfarça a realidade e como os “podadores” de verbas são atendidos nestas
clínicas não conhecem sequer a calamidade e o caos por eles provocado. Escrever
algo que retrata o sentimento de milhares de pessoas me cobre de angústia. Bom
seria, se as intensas insurgências da população reverberassem como um grito de
um filho que sente a dor e com o olhar piedoso roga ao pai que o leve para
qualquer hospital, mas que esta dor passe. Tire um dia de brincadeira de uma
criança, afaste dela o brinquedo preferido e esse é o sentimento, diariamente,
sentido pelos pais e mães de famílias que sofrem, buscam e batalham por uma
consulta para aliviar a dor, que, por muitas vezes, encerra-se com a morte,
deveras trágico.
Esse
é um fato que ocorre em vários lugares e os brasileiros pungidos pela intensa
desumanidade dos políticos que aí estão, parecem sofrer de um intenso
imediatismo, esquecendo-se das mazelas sofridas e trocando dinheiro por quatro
anos de progresso, se o político for bem escolhido. Façamos o seguinte: votemos
com a consciência, com a avaliação minuciosa dos candidatos, pois a cabeça
ficará erguida nos quatro anos e o sentimento de imoralidade e desumanidade não
será afetado com tanta veemência. Claro que a “ferida” da saúde não será
cicatrizada nos quatro anos, mas não há fim sem um começo e o começo pode ser
agora. Opte pela mudança e retirada dos entulhos políticos, pois só assim
viverá em um progresso contínuo. Pode apostar!

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